Autor Tópico: Qual o seu conceito de boa literatura?  (Lido 851 vezes)

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« Resposta #15 em: 21/04/2008, 21:07 »
Gosto absoluto também é tosquíssimo (vide comentário final) se formos começar a analisar por esse lado. Só porque você achou tal livro ruim, ele é de fato ruim para você? Bem, não acho que é por ai também que as coisas devam ser analisadas. Há contextos bem complexos por trás de uma simples leitura, se é que me entendem.

Não sei bem o que você sacou mas, o que eu quis dizer, é que tem coisas que são boas SIM independente do teu gosto. =D (na análise geral da coisa, uma vez, numa discussão, uma pessoa disse odiar Karl Marx e suas idéias, e que teve que suportá-lo ao estudar Direito - porém, essa mesma pessoa, não teve como negar a importância do mesmo para a humanidade - se é que possa-se dizer assim; ou seja, não conseguiu provar que era ruim ou insignificante mesmo PARA ELA, embora o gosto dela sustentasse tal opinião =P)

Citação de: \"Kath\"
Essa coisa de verdades absolutas é tosquíssima.


Só pra comentar mesmo: gosto PESSOAL, é uma verdade absoluta. Mesmo que somente na tua cabeça, mas é UMA (das).
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« Resposta #16 em: 21/04/2008, 21:27 »
Certos parâmetros independem de gosto. Eu achar tal escritor bom ou ruim num geral depende inteiramente do meu gosto e não há teoria da literatura no mundo que possa dizer a alguém "não, não, Edgar Allan Poe é bom sim". Se houvesse, não teríamos por que ler os livros.

Importância não é qualidade. Se fosse, não teríamos por que ler livros, ouvir músicas ou assistir a filmes. Bastaria saber que Gone With the Wind, Beatles e Romeo & Juliet foram marcos. Ter biblioteca pra quê? Basta tirar 10 em Literatura e você sabe ler.

Antes uma verdade absoluta que só funciona pra mim (e. g. "eu acho que a cantora do Epica tem peitos feios") que uma verdade absoluta que tenha que ser aceita por todos (e. g. "a cantora do Epica é boa e não tem como discutir"). Não sei nem por que a comparação, se a verdade é absoluta pra você o problema é unicamente seu - agora, se alguém quiser que você aceite as verdades absolutas dos outros, algo deixou de estar certo.
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« Resposta #17 em: 21/04/2008, 22:46 »
Citação de: \"Kath\"
Não sei nem por que a comparação, se a verdade é absoluta pra você o problema é unicamente seu - agora, se alguém quiser que você aceite as verdades absolutas dos outros, algo deixou de estar certo.

Não foi comparação, você generalizou ao dizer "essa coisa de verdades absolutas é tosquíssima" e seilá, se você gosta de ser tosca (sem ofensas, mas porque todos tem sua verdade absoluta oras! =D), se tal termo lhe faz/cai bem, ok. Só quis mostrar que você aplicou o "tosco" a si mesma nesta afirmação.

Não citei preferências nem importância. Dizer "tal livro é ruim" simplesmente porque meu gosto quer assim é um risco, que nem falar "tal música é ruim" pelo mesmo motivo e sim, tem-se várias interpretações disso, uma delas pode ser o legado histórico, óbvio - mas eu nem me referi tanto a isso. E por que? Não se sabe se "tal livro" (ou autor) influenciou algo que você ama, e, indiretamente, você pode amar o tal "livro ruim" sem saber e mesmo negando tal fato.

Citação de: \"Kath\"
Claro que tem como dizer que Dostoiévski e Shakespeare são ruins. o_O Eu posso ter como conceito de boa literatura algo que eles não usam.

Eu disse "NÃO TEM COMO (=x) falar que os livros de autores como eles são ruins no caráter a que eles se propõem escrever" - acho que não falei de conceito pessoal, você pode não gostar do caráter deles, logo, não gostará d\'outros que se disporem a escrever sob o mesmo tema (não é regra, mas é 90%).

Citação de: \"Eu\"
Não creio que para um livro ser bom, tenha que ser complexo ou se utilizar de linguagem complexa, mas vale ressaltar que, um livro para ser bom, precisa apenas ser lido, compreendido e "deixar sua marca", não necessariamente, que necessite de que você goste dele. Pelo menos eu, penso assim. =)


Porque "ruim" e "não gostei" são duas coisas muito diferentes.

Falar que não gostou é algo totalmente cabível. Falar que é ruim com a justificativa de que não gostou, é um risco (embora o "bom" seja bem mais aceito porque é exposto com paixão), pelo menos, IMHO. =P

Se algo se torna necessário a você (mesmo que ignore), como dizer que é ruim? Exemplo: "matemática é ruim para mim porque eu odeio", tente viver sem ela ou me prove que ela não te influencia, ou que não faz parte de você ou que não dá significado a algo que adora. Notou parte do risco a que me referi acima? Creio que no ramo das artes, isso se torna ainda mais complexo ou amplo (graças! *-*).

Particularmente também não sou fâ de José de Alencar, e não sou fâ de autores que se utilizam da mesma narrativa ou algo semelhante porém, por incrível que pareça, não consigo dizer que não gosto dos livros dele e muito menos, que são ruins. Eu tenho grande dificuldade em dizer que algo é de fato ruim (mesmo que para mim, e isso só está se agravando O.O), então me perdoem se não entendo muito bem este "é ruim porque não gosto". ;)
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« Resposta #18 em: 21/04/2008, 23:02 »
Na verdade, você que entendeu o meu "verdades absolutas" no SEU conceito, cunhado exclusivamente por você. Ao dizer "verdades absolutas são tosquíssimas" eu me referia, e acho que ficou bem claro na mensagem, a casos tipo "não, isso É bom porque xis pessoas acreditam que é bom".

Citação
acho que não falei de conceito pessoal, você pode não gostar do caráter deles, logo, não gostará d\'outros que se disporem a escrever sob o mesmo tema (não é regra, mas é 90%).


Se eu discordo do comunismo, não tenho por onde achar que Marx foi bom no que se propôs a fazer.

Se eu odeio preconceito, não tenho por onde achar que Hitler foi bom em Mein Kampf.

Etc.

Citação
Falar que é ruim com a justificativa de que não gostou, é um risco (embora o "bom" seja bem mais aceito porque é exposto com paixão), pelo menos, IMHO. =P



Eu não gosto do José de Alencar porque ele romantiza DEMAIS e enche de detalhes inúteis DEMAIS e cria personagens que me irritam por suas características super mega desagradáveis IMO. O romantizar demais é relativo; os detalhes são relativos; as características dos personagens são relativos.

É tão relativo quanto "porque eu não gostei".
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« Resposta #19 em: 21/04/2008, 23:16 »
Citação de: \"Kath\"
Na verdade, você que entendeu o meu "verdades absolutas" no SEU conceito, cunhado exclusivamente por você. Ao dizer "verdades absolutas são tosquíssimas" eu me referia, e acho que ficou bem claro na mensagem, a casos tipo "não, isso É bom porque xis pessoas acreditam que é bom".

Não, entender eu entendi mas mostrei o lado da SUA verdade absoluta, e dizer "verdades absolutas" é generalizar independente do sentido óbvio a que você se propôs daí, onde eu puxei um outro assunto (pois a sua frase geral dá esse direito - de "abrir leques").

Citação de: \"Kath\"
Se eu discordo do comunismo, não tenho por onde achar que Marx foi bom no que se propôs a fazer.

Haha, me desculpe, mas tem como sim. =P

Citação de: \"Kath\"
Se eu odeio preconceito, não tenho por onde achar que Hitler foi bom em Mein Kampf.


Não foi bom no sentido ético, mas na visão "perturbadora" da coisa, é deveras discutível.

...

Não sou fâ de Alencar pelos mesmos motivos. No entanto, não consigo dizer que não gosto porque acho legal a criação de algumas histórias e personagens dele, como também alguns desfeixos. Não conseguiria dizer que é ruim justo por isso: o próprio livro eu vejo como algo relativo - "se eu pegar por esse lado, ele é ótimo!" e "em compensação, o exagero romântico estraga" mas, na visão geral, haha, como digo a mim mesma que é ruim? xD Ai que está. =D Uma frase para mim, pode salvar um livro.

Relativo? Bem, eu creio que o absoluto e o relativo coexistem, logo, prefiro não achar nenhum dos dois toscos.
« Última edição: 11/05/2008, 16:16 por RoseblesseD »


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« Resposta #20 em: 21/04/2008, 23:33 »
Rose... se você não concorda com o que eu disse, basta justificar. Não precisa inventar uma visão pseudofilosófica sobre uma frase minha. o_O

"Verdades absolutas são tosquíssimas" nada mais foi que afirmar "eu odeio quando as pessoas vêm e dizem \'oi você não tem que gostar mas tem que admitir que é bom\'" quando ser bom é SIM discutível. Até porque em "verdades absolutas são tosquíssimas" dá pra subentender "pra mim". Não entendo como pode ser generalizar se TODO O MEU POST explica essa frase antes mesmo de ela ser escrita.

Citação
Haha, me desculpe, mas tem como sim. =P


Até pode ter, mas o que eu quis dizer foi, na verdade, que não concordar com socialismo pode me dar toda a razão do mundo de achar que ele foi um péssimo escritor.

E que ninguém pode ficar me torrando por isso.

Citação
Não foi bom no sentido ético, mas na visão "perturbadora" da coisa, é deveras discutível.



Ética também é discutível, so what.
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« Resposta #21 em: 22/04/2008, 00:08 »
Citação de: \"Kath\"
Não precisa inventar uma visão pseudofilosófica sobre uma frase minha. o_O


São interpretações, me justificar devido a sua interpretação seriam palavras ao vento pois eu não quero converter você, eu queria apenas  me explicar O.O e não foram palavras pseudofilosóficas, hahaha - português, somente (oração, e blábláblá *pensando nas setinhas*). =P

Eu discuti sobre o que você disse noutro post pois não é simplesmente "o livro" que diz tudo por si, falar que tal livro é ruim, implica complexidade (principalmente nos exemplos que citei) como desconhecer muita coisa relacionada a ele ou algo parecido - por exemplo, Karl Marx não diz só sobre socialismo, tem-se TANTOS leques para se tirar das teorias dele... motivo pelo qual usam-nas como base para a economia capitalista moderna, até. Ou seja: é valorozo mesmo para o capitalismo.

E EU, acho que alguns livros são absolutamente bons (independente de opinião, haha) e particularmente, não torro o saco de quem não gosta; simples assim. =D Quanto a falar que é ruim, são outros 500. Só.
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« Resposta #22 em: 22/04/2008, 14:25 »
A sua visão não tem muita a coisa a ver com o que eu falei sobre o seu primeiro post - que é SIM possível que alguém ache tal autor consagrado RUIM independente da vida dele e do momento histórico em que ele surgiu.
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« Resposta #23 em: 22/04/2008, 15:02 »
Citação
Bizarro colocar um romântico e um realista na mesma frase para justificar os estilos literários deles... o_O


Os dois são clássicos e ultra cobrados em vestibular. Bizarro, mas coerente. =D

Citação
Na verdade, o livro mais famoso dele é baseado numa teoria não exatamende descartável sobre a Igreja Católica. Isso é uma enorme base, já que o livro inteiro gira em torno única e simplesmente dessa teoria.



O segundo livro mais famoso dele, Anjos e Demônios, é praticamente a mesma coisa: um detetive, um assassinato, uma ceita ultra secreta que arranjou treta com a Igreja Católica no tempo que a minha tia-avó era gostosa.

E existem "n" livros (cristãos, eu sua maioria) provando o quão a teoria dele pode ser frágil. E é muita prepotência começar um livro cheio de possibilidades dizendo: "Tudo o que está escrito e descrito aqui corresponde rigorosamente à realidade."
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« Resposta #24 em: 22/04/2008, 15:20 »
Citação
Os dois são clássicos e ultra cobrados em vestibular. Bizarro, mas coerente. =D


No seu exemplo era uma forma de explicar por que eles "escreviam de tal forma", por isso eu achei estranho, já que as formas eram completamente diferentes e os motivos, idem.

Citação
E existem "n" livros (cristãos, eu sua maioria) provando o quão a teoria dele pode ser frágil. E é muita prepotência começar um livro cheio de possibilidades dizendo: "Tudo o que está escrito e descrito aqui corresponde rigorosamente à realidade."



Se o segundo livro mais famoso dele é a mesma coisa mas tem uma teoria aceitável, ainda não vejo a falta de embasamento.

E nossa... você quer dizer que um autor DE FICÇÃO fez seus personagens DE FICÇÃO dizerem algo que pode ser pura FICÇÃO? Jesus!
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« Resposta #25 em: 22/04/2008, 15:23 »
Citação
E existem "n" livros (cristãos, eu sua maioria) provando o quão a teoria dele pode ser frágil. E é muita prepotência começar um livro cheio de possibilidades dizendo: "Tudo o que está escrito e descrito aqui corresponde rigorosamente à realidade."

Exatamente. Eu também achei exagero e prepotência demais escrever um livro com base em um punhado de informações duvidosas e afirmar que são coisas verdadeiras.  

(Ora essa, se ele fosse meu vizinho, eu pediria pra ele me provar :x )


Citação
E EU, acho que alguns livros são absolutamente bons (independente de opinião, haha) e particularmente, não torro o saco de quem não gosta;


Desviando um pouco dessa discussão "x e não y" (^__^), quais livros, por exemplo?
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« Resposta #26 em: 22/04/2008, 15:31 »
Não. O livro começa com uma declaração do próprio Dan Brown dizendo:

"Todas as descrições de templos, quadros, prédios, documentos e fatos históricos correspondem rigorosamente à realidade."

Claro que os livros dele apresentam teorias aceitáveis (eu não sei porque o fato de Jesus ter transado ou não mudaria TANTO a importância dele). Mas eu é que não vejo argumentos aceitáveis.
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« Resposta #27 em: 22/04/2008, 15:36 »
Citação de: \"Perséfone\"
O único do Dan Brown que realmenteme prendeu foi Ponto de Impacto. Muito bom, por sinal. ^__^


Eu li todos os livros dele, só não gostei de "O Código da Vinci", ironicamente. Agora, "Anjos e Demônios" eu li em dois dias! A cada página é uma nova adrenalina e o desfecho é inimaginável! Outro livro tido como lixo literário que eu achei digno de um "Oscar literário" foi "Nada dura para Sempre", do Sidney Sheldon. Acho que foi o primeiro livro de conteúdo adulto que li, lembro que me deliciava a cada página.

Quanto aos imortalizados, não entendo como podem ter elevado Franz Kafka. "A Metamorfose" foi uma das coisas mais idiotas que já li em toda a minha vida. E olha que tentei encará-lo sob todas as perspectivas - bom, poderia ser um pesadelo, ele poderia estar numa espécie de purgatório, mas nem assim dá pra entender.
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« Resposta #28 em: 22/04/2008, 16:09 »
Citação de: \"Roland\"
Não. O livro começa com uma declaração do próprio Dan Brown dizendo:

"Todas as descrições de templos, quadros, prédios, documentos e fatos históricos correspondem rigorosamente à realidade."

Claro que os livros dele apresentam teorias aceitáveis (eu não sei porque o fato de Jesus ter transado ou não mudaria TANTO a importância dele). Mas eu é que não vejo argumentos aceitáveis.


Eu tenho o livro aqui em casa e já o li mais de uma vez. Da primeira vez que eu li, fiquei meio abismada. Depois, simplesmente não dá pra acreditar em tudo que aquele homem descreve. É muita teoria conspiratória pro meu gosto...

Citação
Eu li todos os livros dele, só não gostei de "O Código da Vinci", ironicamente. Agora, "Anjos e Demônios" eu li em dois dias! A cada página é uma nova adrenalina e o desfecho é inimaginável!


Também gostei mais do Anjos e Demônios do que de O Código. Eu adorei o discurso que o chamerlengo faz. Foi uma das coisas mais belas e racionais que eu já li num livro de "ficção" (ou não). Tá aí, pra quem não anima ler o livro, mas quer saber do que eu falo.

[spoil]
- A ciência pode ter aliviado os sofrimentos das doenças e dos trabalhos enfadonhos e fatigantes, pode ter proporcionado uma série de aparelhos engenhosos para nossa conveniência e distração, mas deixou-nos em um mundo sem deslumbramento. Nossos crepúsculos foram reduzidos a comprimentos de ondas e freqüências. As complexidades do universo foram desmembradas em equações matemáticas. Até o nosso amor-próprio de seres humanos foi destruído. A ciência proclama que o planeta Terra e seus habitantes são um cisco insignificante no grande plano. (...) Cada um de nós está hoje eletronicamente conectado ao globo inteiro e, entretanto, todos nos sentimos sós. Somos bombardeados pela violência, pela divisão, pela desintegração e pela traição. O ceticismo passou a ser uma virtude. O cinismo e a exigência de provas para tudo converteram-se em pensamento esclarecido. Alguém ainda se admira que as pessoas hoje se sintam mais deprimidas e derrotadas do que em qualquer outra ocasião da história do homem? Será que existe alguma coisa que a ciência considere sagrada?

A ciência procura respostas usando fetos não-nascidos como material de pesquisa. A ciência até se atreve a reorganizar nosso DNA. Despedaça o mundo de Deus em parcelas cada vez menores em busca de significados e só encontra mais perguntas. (...) Quem é esse deus-ciência? Quem é esse deus que oferece poder a seu povo, mas nenhuma estrutura moral para lhe dizer como usar este poder? Que tipo de deus dá fogo a uma criança, mas não a avisa sobre seus perigos? A linguagem da ciência não vem com diretrizes sobre o bem e o mal. Os livros científicos explicam-nos como criar uma reação nuclear, mas não têm nenhum capítulodiscutindo se é uma boa ou má idéia. (...)

E, o tempo todo, vocês proclamam que a Igreja é ignorante. Quem é mais ignorante, porém? O homem que não sabe definir o raio que cai durante um temporal ou o que não respeita seu poder admirável? Esta igreja está tentando chegar a vocês. Está tentando chegar a todas as pessoas. E, todavia, quanto mais tentamos, mais vocês nos repelem. Mostrem-nos uma prova da existência de Deus, dizem vocês. E eu respondo, usem seus telescópios para olhar o céu e me digam como é possível não haver um Deus! (...) [/spoil]
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« Resposta #29 em: 22/04/2008, 16:26 »
Citação de: \"Roland\"
Não. O livro começa com uma declaração do próprio Dan Brown dizendo:

"Todas as descrições de templos, quadros, prédios, documentos e fatos históricos correspondem rigorosamente à realidade."

Claro que os livros dele apresentam teorias aceitáveis (eu não sei porque o fato de Jesus ter transado ou não mudaria TANTO a importância dele). Mas eu é que não vejo argumentos aceitáveis.



Fatos históricos é muito relativo. o_O Os demais são mesmo, oras.
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