Autor Tópico: Sua Cidade (História e Fotos)  (Lido 12383 vezes)

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Desligado Airsck

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Sua Cidade (História e Fotos)
« em: 04/02/2006, 03:17 »
Hum... como o Brasil é imenso. Tou criando esse tópico pra que quem quiser mostrar um pouco da sua cidade e falar um pouco sobre.

BOm, eu sou de SALVADOR e nascido aqui tbm, essa é a capital CULTURAL do BRASIL (e da Bahia é claro xD). Nunca fui fã de minha cidade, mas esses tempo tenho admirado muito ela. Vamos a história e fotos:
Citação
SALVADOR Por suas características singulares, Salvador tornou-se um dos principais destinos turísticos internacionais. Famosa pela sua história, pelo legado deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro, a capital baiana é cenário e objeto de estudo de profissionais de diversas áreas, há muitos anos.
As ruas do Centro Histórico de Salvador transportam o turista para os primórdios da história do Brasil. Profundos conhecedores da cultura local, os guias turísticos da região explicam como se desenvolveu a colonização da primeira cidade do País.
Até 1763, Salvador foi a capital da Coroa Portuguesa nas Américas, destacando-se, também, como o principal porto do Hemisfério Sul até o século XVIII.
A cidade é considerada a capital cultural do País, berço de grandes nomes nas diversas manifestações artísticas, com destaque nacional e internacional. A atividade cultural e o turismo são importantes geradores de emprego e renda, impulsionando as artes e a preservação dos patrimônios artístico e cultural.
Como se não bastasse Salvador ainda conta com muitas belezas naturais: são 50 km de praias, além de diversos parques ecológicos.




Elevador Lacerda > vista pra cidade baixa.


Cidade baixa


Igreja do São Francisco (interno)


Vista da cidade baixa de Salvador


Pelourinho - Centro Histórico


Vista aérea de uma parte da Orla


Se não me engano essa foto é da praia de Pituaçu


Vista aérea de uma parte da Orla 2



Bahhh cansei de procurar fotos... quem quiser conhecer mais. Acessa:
http://www.turismo.gov.br/site/br/cidad ... &estados=5
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Airsck »


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Desligado Ártemis

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« Resposta #1 em: 04/02/2006, 03:45 »
Nossa que lugar lindoooooo!!! babando aqui ~
Morro de vontade de conhecer Salvador o/

Bom, eu moro em Brasília.

  Brasília, a capital do Brasil, está situada no Distrito Federal, dentro do estado de Goiás. O Distrito Federal tem uma população de cerca de dois milhões de habitantes e ocupa uma área de 5814 km2. A cidade, que está a 1100 metros a cima do nível do mar, conta com uma arquitetura moderna e foi planejada nos mínimos detalhes.
  Brasília é uma cidade de pouca história. Ao contrário das outras grandes metrópoles brasileiras ela não surgiu durante a colonização, como resultado do pau-brasil, ouro, cana de açúcar ou café. Brasília é uma cidade planejada, idealizada pelo então presidente Juscelino Kubitschek e projetada pelos arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer. O objetivo era criar uma nova capital para o Brasil.
  A futura capital do Brasil foi então erguida em pouco mais de três anos, com a finalidade de integrar o centro oeste ao restante do país. No dia 21 de Abril de 1960 Brasília tornou-se a capital do Brasil, sucedendo o Rio de Janeiro.
  Embora Brasília seja uma cidade nova, o projeto de construção da capital vem desde a época do Brasil Império. Em 1823, José Bonifácio apresentou um projeto para mudança da capital, sugerindo o nome "Brasília", más o então governador D. Pedro I dissolveu a constituinte antes que ela pudesse aprovar o projeto. No final do século XIX uma missão explorou o Planalto Central e demarcou uma área de 14.000 km2 para a construção da futura capital. Em 1955, o então candidato a presidência da república, Juscelino Kubitschek, foi indagado durante um comício, se, caso ele fosse eleito, faria respeitar a constituição e transferiria a capital para o Planalto Central. Juscelino prometeu que sim, e cinco anos mais tarde Brasília foi inaugurada.


Vai ae algumas fotos:

Congresso nacional:



Ponte JK:



Torre de TV:



Catedral:



Interior da Catedral:



Palácio do planalto:



Memorial JK:



Vista aérea:


....



Cabeça de JK - na praça dos três poderes:



Catetinho -  Primeira residência presidencial da cidade.

« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Ártemis »

Desligado Ignus

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« Resposta #2 em: 04/02/2006, 04:57 »
[align=center]Abolição dos Escravos[/align]

[align=justify]Mossoró foi a primeira cidade do Rio Grande do Norte a fazer campanhas sistemáticas para liberação dos seus escravos. Não foi uma luta de poucos; foi uma luta que envolveu, de uma maneira ou de outra, toda a cidade de Mossoró. E por ter sido uma luta coletiva, pacífica e pioneira no Estado, é comemorada ainda hoje como sendo a maior festa cívica da cidade.

O Rio Grande do Norte não chegou a ser um Estado que dependesse da mão de obra escrava para o seu desenvolvimento.

1º de setembro de 1848, Casimiro José de Morais Sarmento,  deputado geral pelo Rio Grande do Norte, falava na sessão daquele dia:

"Concorda em que o trabalho do escravo não é necessário. No Rio Grande do Norte há poucos escravos, e quase toda a agricultura é feita por braços livres. Conhece muitos senhores de engenho que não têm senão quatro ou cinco escravos, entretanto que têm 20, 25 e 40 trabalhadores livres, e se não os têm em maior número, é pelo pequeno salário que lhes pagão. Disto se convenceu o orador quando ali foi presidente, porque em conseqüência de elevar o salário a 400 reis por dia, nunca lhe faltarão operários livres para trabalharem na estrada que teve de fazer".

Mossoró nunca  foi uma cidade escravocrata. Possuía apenas 153 escravos em 1862, para uma população livre de 2.493 indivíduos. Estatisticamente o percentual era insignificante. A cidade não tinha engenhos, cuidava do gado e para isso não precisava de muitos braços. Mas se o número de cativos era tão baixo, o que justificou o movimento abolicionista em Mossoró?

1877 foi um ano terrível para os sertões nordestinos. A terra era devastada por uma aterrorizante seca que se estendeu até 1879. A população faminta abandonava seus lares em busca do litoral. Mossoró, Macau e Areia Branca, no Rio Grande do Norte, Aracati e Fortaleza, no Ceará, abrigaram grupos numerosos de flagelados. Mas não eram só os pobres que sofriam com a seca não. Os ricos fazendeiros, donos de escravos também sofriam. E para amenizar os prejuízos, esses fazendeiros mandavam para as cidades litorâneas seus escravos para serem vendidos, e Mossoró por ser uma das cidades onde o comércio mais florescia, recebia muitos escravos para esse fim. Desse modo era estabelecido na cidade o comércio dos escravos. Várias casas comerciais se especializaram nesse  tipo de mercadoria, entre elas a Mossoró & Cia de propriedade do Barão de Ibiapaba. Os escravos comprados em Mossoró eram remetidos para Fortaleza e, dali, para as províncias do sul. Talvez tenha sido esse tipo de comércio que tenha despertado o sentimento de piedade pelos cativos. A idéia de libertação começou no Ceará em 1881.

Em Mossoró, a idéia surgiu por ocasião de uma homenagem prestada na Loja Maçônica 24 de junho ao casal Romualdo Lopes Galvão, líder da política e do comércio. Presente à homenagem se encontrava o Venerável da Loja Maçônica 24 de junho, Frederico Antônio de Carvalho, a quem coube a idéia da fundação de uma sociedade cuja finalidade fosse a liberação dos cativos.

Em 6 de janeiro de 1883 é criada "A Sociedade Libertadora Mossoroense", cuja presidência provisória fica a cargo de Romualdo Lopes Galvão. Adere ao movimento os melhores elementos da terra. A diretoria definitiva fica formada por Joaquim Bezerra da Costa Mendes como presidente, Romualdo Lopes Galvão como vice-presidente, Frederico de Carvalho como primeiro secretário, o Dr. Paulo Leitão Loureiro de Albuquerque como orador. Nessa época, Mossoró contava apenas com 86 escravos. A 10 de junho alforria 40 desses escravos. A Sociedade Libertadora tinha um Código, com um único artigo e sem parágrafos, onde estava determinado que "todos os meios são lícitos a fim de que Mossoró liberte os seus escravos".

A idéia empolgava a toda população, de modo que nenhum fez questão alguma de liberar seus escravos, independente de indenização.

O dia 30 de setembro de 1883 foi a data designada para a liberação total dos escravos; e o objetivo foi alcançado. No dia 29 de setembro, o Presidente da Libertadora Mossoroense dirige a Câmara Municipal de Mossoró o seguinte Ofício:

"Ilustríssimos Senhores Presidente e Vereadores da Câmara Municipal.

A Sociedade Libertadora Mossoroense, por seu Presidente abaixo assinado, tem a honra de participar a V. Sªs que, amanhã, 30 de setembro, pela volta do meio-dia, terá lugar a proclamação solene de Liberdade em Mossoró. E, pois, cumpre-me o grato dever de convidar V. Sªs e seus respectivos colegas, representantes do Município, para que se dignem de tomar parte nessa festa patriótica que marcará o dia mais augusto da cidade e do município de Mossoró.

A emancipação mossoroense é obra exclusiva dos filhos do povo; a esmola oficial não entrou cá.

Sua Majestade, o Imperador, quando lhe comunicamos a próxima libertação do nosso território, foi servido de enviar a dizer-nos pelo Senhor Lafayette, Presidente do Conselho de Ministros, que nos agradecia. A libertação está feita e ninguém apagará da história a notícia do nosso nome. Os mossoroenses são dignos de ser olhados com admiração e respeito hoje e daqui a muito tempo, por cima dos séculos.

A Sociedade Libertadora mossoroense se congratula com V.Sªs por tão fautoso acontecimento.

Deus guarde a V.Sªs Ilustríssimo Senhor Romualdo Lopes Galvão, digno Presidente da Câmara Municipal desta cidade de Mossoró.

O Presidente Joaquim Bezerra da Costa Mendes.

Sala das Sessões da Sociedade Libertadora Mossoroense, 29 de setembro de mil oitocentos e oitenta e três".

Foi um dia festivo aquele 30 de setembro. A cidade amanheceu com as ruas todas engalanadas de folhas de carnaubeiras e bandeiras de papel coloridas. A alegria contagiava todos os lares. Ao meio-dia, a Sociedade Libertadora Mossoroense se reunia no 1º andar do prédio da Cadeia Pública, onde funcionava a Câmara Municipal. O Presidente da Sociedade Joaquim Bezerra da Costa Mendes, abre a solene e memorável sessão, lendo em seguida, diversas cartas de alforria dos últimos escravos de Mossoró, e depois de emocionado discurso declara "livre o município de Mossoró da mancha negra da escravidão".

Além dos abolicionistas, os salões da Câmara Municipal estavam lotados com familiares e grande massa da população.

Depois da sessão, a festa tomou as ruas da cidade.  O Dr. Almino Afonso pronunciou inúmeros discursos, empolgando os auditórios que o aplaudiam delirantemente. E foi também o Dr. Almino Afonso que criou o "Clube dos Spartacos" composto, na sua maioria, por ex-escravos, tendo sido eleito presidente o liberto Rafael Mossoroense da Glória. A função desse clube era dar abrigo e amparo aos ex-excravos, que aqui chegavam por mar ou por terra. Era a tropa de choque dos abolicionistas. Como território livre, Mossoró passou a ser procurada por todos os escravos que conseguiam fugir. Sabiam que aqui chegando, encontravam abrigo. O Clube dos Spartacus sempre conseguia evitar que os escravos voltassem com os donos. Alguns eram comprados; outros eram mandados para Fortaleza e nunca mais apareciam. Tudo isso aconteceu cinco anos antes que a Princesa Isabel assinasse a famosa "Lei Áurea", que acabava com a escravidão em todo território nacional.

O dia 30 de setembro passou a ser a grande data cívica da cidade. A Lei nº 30, de 13 de setembro de 1913, declara feriado o dia 30 de setembro que até os dias atuais é comemorado com muito entusiasmo pela cidade de Mossoró.[/align]


[align=center]Motim das mulheres[/align]

[align=justify]Nada mais impopular era visto naquele momento em todo o país. A lei obrigava os jovens ao alistamento, colocando-os no caminho da guerra, quase sempre sem volta.

Àquele ano, o país se via envolvido em movimentos populares contra o Império. Eram as lutas sociais ganhando sentimento nacional, conhecidas como o Quebra Quilos. Delas vieram outros movimentos de revolta popular como a própria reação contra o alistamento militar, contra o novo sistema de pesos e medidas, o aumento dos impostos e a questão religiosa.

Mossoró estava atenta a tudo isso. Mas, o que chamou a atenção e distinguiu-se dos demais, foi mesmo o movimento das mães dos jovens, conhecido como o Motim das Mulheres.

Naquele 4 de setembro de 1875, 300 mulheres foram às ruas contra o alistamento dos seus filhos e maridos. No cartório militar, rasgou as fichas de alistamento. Em desfile nas ruas, convocava a todos para a justa causa. Na Praça da Redenção, armadas de sentimentos nobres e justificáveis, enfrentaram a Polícia. Até mesmo atos de força, e armadas com utensílios domésticos, foram usados contra os opressores da manifestação.

Destemidas e determinadas, as mães de Mossoró triunfaram. Seus filhos ficaram sob seus olhares e proteção, distantes da guerra que sorvia vidas[/align]


[align=center]1º voto feminino[/align]

[align=justify]O Rio Grande do Norte marcou a luta mundial dos movimentos feministas, à época crescente em todos os lugares. O Estado era governado por Juvenal Lamartine e coube a ele o pioneirismo de autorizar o voto da mulher, em eleições, o que não era permitido no Brasil, mesmo a proibição não constando da Constituição Federal. Foi em 1928.

Celina Guimarães Viana, professora, juíza de futebol, mulher atuante em Mossoró, foi a primeira eleitora inscrita no Brasil. Após tirar seu título eleitoral, um grande movimento nacional levou mulheres de diversas cidades do Rio Grande do Norte e outros nove estados da Federação a fazerem a mesma coisa.

Com a mulher eleitora, vieram outras conquistas de espaço na sociedade. Veio a primeira mulher a eleger-se deputada estadual no Brasil e a luta pela emancipação feminina foi ganhando impulso em todo o país, levando o voto feminino a ser regulamentado em 1934.

O episódio tem importância mundial, pois mais de uma centena de países ainda não permitia à mulher o direito de voto. Na própria Inglaterra civilizada o voto, apesar de permitido antes, só foi regulamento após Mossoró inscrever sua primeira eleitoral.[/align]


[align=center]Resistência ao cangaço[/align]

[align=justify]Em 1927 a cidade de Mossoró vivia um período de expansionismo comercial e industrial. Possuía o maior parque salineiro do país, três firmas comprando, descaroçando e prensando algodão, casas compradoras de  peles e cera de carnaúba, contando com um porto por onde exportava seus produtos e sendo, por assim dizer, um verdadeiro empório comercial, que atendia não só a região oeste do Estado, como também algumas cidades da Paraíba e até mesmo do Ceará.

A população da cidade andava na casa dos 20.000 habitantes, era ligada ao litoral por estrada de ferro que se estendia ao povoado de São Sebastião, atual Dix-Sept Rosado, na direção oeste, seguindo por quarenta e dois quilômetros. Contava ainda com estradas de rodagem, energia elétrica alimentando várias indústrias, dois colégios religiosos, agências bancárias e repartições públicas. Era essa a Mossoró da época. A riqueza que circulava na cidade despertou a cobiça  do mais famoso cangaceiro da época, que era Virgulino Ferreira, o Lampião.

Para concretizar o audacioso plano de atacar uma cidade do nível de Mossoró, Lampião contava em seu bando com a ajuda de alguns bandidos que conheciam muito bem a região oeste do Estado, como era o caso de Cecílio Batista, mais conhecido como "Trovão", que havia morado em Assu onde já havia sido preso por malandragem e desordem e de José Cesário,  o "Coqueiro",  que havia trabalhado em Mossoró. Contava ainda com Júlio Porto, que havia trabalhado em Mossoró como motorista de Alfredo Fernandes, conhecido no bando pela alcunha de "Zé Pretinho" e de Massilon que era tropeiro e conhecedor de todos os caminhos que levavam a Mossoró.

No dia 2 de maio de 1927 Lampião e seu bando partiram de Pernambuco, em direção ao Rio Grande do Norte. Atravessaram a Paraíba próximo à fronteira com o Ceará, com destino a cidade  potiguar de Luiz Gomes. Antes, porém, atacaram a cidade paraibana de Belém do Rio do Peixe.

Lampião não estava com o bando completo. O cangaceiro Massilon, que era um de seus chefes, estava com uma parte dos bandidos no Ceará e pretendia atacar a cidade de Apodi, já no Rio Grande do Norte, no dia 11 de junho daquele ano. Depois do assalto, deveria se juntar a Lampião em lugar pré-determinado, onde deveriam terminar os preparativos para o grande assalto. Essa reunião se deu na fazenda Ipueira, na cidade de Aurora, no Ceará, de onde partiram com destino a Mossoró. E ai começou a devastação por onde o bando passava. Assaltaram sítios, fazenda, lugarejos e cidades, roubando tudo o que encontravam, inclusive jóias e animais, queimando o que encontravam pela frente e fazendo refém de todos os que podiam pagar um resgate. Entre os seqüestrados estavam o coronel Antônio Gurgel, ex-Prefeito de Natal, Joaquim Moreira, proprietário da Fazenda "Nova", no sopé da serra de Luis Gomes, dona Maria José, proprietária da Fazenda "Arueira" e outros.

Coube ao coronél Antônio Gurgel, um dos seqüestrados, escrever uma carta ao prefeito de Mossoró, Rodolfo Fernandes, fazendo algumas exigências para que a cidade não fosse invadida. Era a técnica usada pelos cangaceiros ao atacar qualquer cidade. Antes, porém, cortavam os serviços telegráficos da cidade, para evitar qualquer tipo de comunicação. Quando a cidade atendia o pedido, exigiam além de dinheiro e jóias, boa estadia durante o tempo que quisessem,  incluindo músicos para as festas e bebidas para as farras. Quando o pedido não era aceito, a cidade era impiedosamente invadida.

De Mossoró pretendiam cobrar 500 contos de réis para poupar a cidade, mas sendo advertido que se tratava de quantia muito alta, resolveram reduzir o pedido para 400 contos de réis. A carta do coronél Gurgel dizia:

"Meu caro Rodolfo Fernandes.

Desde ontem estou aprisionado do grupo de Lampião, o qual está aquartelado aqui bem perto da cidade. Manda, porém, um acordo para não atacar mediante a soma de 400 contos de réis. Penso que para evitar o pânico, o sacrifício compensa, tanto que ele promete não voltar mais a Mossoró..."

Ao receber a carta, o Cel. Rodolfo Fernandes convoca uma reunião para a qual convida todas as pessoas de destaque da cidade, onde informa o conteúdo da mesma e alerta para a necessidade da preparação de defesa contra um possível ataque dos cangaceiros. Os convidados, no entanto, acham inviável que possa acontecer um ataque de cangaceiros a uma cidade do porte de Mossoró.  E de nada adiantaram os argumentos do prefeito.

Mesmo decepcionado com a atitude dos cidadãos da cidade, o prefeito responde a carta nos seguintes termos:

Mossoró, 13 de junho de 1927.  -

Antônio Gurgel. "

Não é possível satisfazer-lhe a remessa dos 400.000 contos, pois não tenho, e mesmo no comércio é impossível encontrar tal quantia. Ignora-se onde está refugiado o gerente do Banco, Sr. Jaime Guedes. Estamos dispostos a recebê-los na altura em que eles desejarem. Nossa situação oferece absoluta confiança e inteira segurança.

Rodolfo Fernandes".

Quando o portador chega a casa do prefeito para pegar a resposta, esse, de modo cortês, diz que a proposta do bandido é inaceitável e se diz disposto a enfrenta-lo. Levou o portador ao aposento onde havia vários caixões com latas de querosene e gasolina. Junto a esses caixões, existia um aberto e cheio de balas. O prefeito na tentativa de impressioná-lo, diz que todos aqueles caixões estão cheios de munição e que já existe um grande número de homens armados na cidade, aguardando a entrada dos cangaceiros.

Lampião não esperava tal resposta e ao tomar conhecimento que a cidade está pronta para brigar, resolve mandar um bilhete escrito de próprio punho, numa péssima caligrafia, julgando que assim conseguiria o intento   

" Cel Rodolfo

     Estando Eu até aqui pretendo drº. Já foi um aviso, ahi pº o Sinhoris, si por acauso rezolver, mi, a mandar será a importança que aqui nos pede, Eu envito di Entrada ahi porem não vindo essa importança eu entrarei, ate ahi penço que adeus querer, eu entro; e vai aver muito estrago por isto si vir o drº. Eu não entro, ahi mas nos resposte logo.

Capm Lampião."

Mais uma vez, o prefeito responde com negativa. Diz em sua resposta para Lampião:

"Virgulino, lampião.

A resposta:

            Recebi o seu bilhete e respondo-lhe dizendo que não tenho a importância que pede e nem também o comércio. O Banco está fechado, tendo os funcionários se retirado daqui. Estamos dispostos a acarretar com tudo o que o Sr. queira fazer contra nós. A cidade acha-se, firmemente, inabalável na sua defesa, confiando na mesma.

Rodolfo Fernandes

Prefeito, 13.06.1927".

Nessa altura dos acontecimentos, os mossoroenses já convencidos do intento dos cangaceiros, tratavam de preparar a defesa da cidade. O tenente Laurentino era o encarregado dos preparativos. E como tal, distribuía os voluntários pelos pontos estratégicos da cidade. Haviam homens instalados nas torres das igrejas matriz, Coração de Jesus e São Vicente, no mercado, nos correios e telégrafos, companhia de luz, Grande Hotel, estação ferroviária, ginásio Diocesano, na casa do prefeito e demais pontos.

O plano de lampião era chegar a uma localidade conhecida como Saco, que ficava a uma distância de dois quilômetros de Mossoró, onde abandonariam as montarias e prosseguiriam a pé até a cidade. O cangaceiro Sabino comandava duas colunas de vanguarda. Uma das colunas era chefiada por Jararaca e outra por Massilon.  Lampião ia no comando da coluna da retaguarda.

Enquanto cangaceiros e voluntários se preparam para o combate, o restante da população, que não participariam do mesmo, tentava deixar a cidade.  Eram velhos, mulheres e crianças, pessoas doentes,  que não tinham nenhuma condição de enfrentar, de armas em punho, a ira dos Cangaceiros.

A cena era dantesca desde o dia 12 de junho.  Nas ruas, o povo tentava deixar a cidade de qualquer maneira. Mulheres chorando, carregando crianças de colo ou puxadas  pelos braços, levando trouxas de roupas, comida e água para a viagem, vagando na multidão sem rumo. Era uma massa humana surpreendente que se deslocava pelas ruas da cidade na busca de transporte, qualquer que fosse o meio, para fugir  antes da investida dos Cangaceiros. Famílias inteiras reunidas, em desespero, lotavam os raros caminhões ou automóveis que saíam disparados a caminho do litoral. Muitos, sem condição de transporte, tratavam de conseguir esconderijo dentro ou fora da cidade. A ordem dada pelo prefeito era que quem estivesse desarmado saísse da cidade.

O desespero aumentava mais a medida que o dia avançava. Às onze horas da noite, os sinos das igrejas de Santa Luzia, são Vicente e do Coração de Jesus começaram a martelar tetricamente, o que só servia para aumentar a correria. As sirenes das fábricas apitavam repetidamente a cada instante. Muita gente que não acreditava na vinda de Lampião, só ai passou a tomar providências para a partida.

Na praça da estação da estrada de ferro, era grande a concentração de gente na busca de lugar para viajar nos trens que partiam de Mossoró. Até os carros de cargas foram atrelados a composição para que a multidão pudesse partir. Mesmo assim não dava vencimento, e os retardatários, em lágrimas, imploravam um lugar para viajar.

O Prefeito, o Cel. Rodolfo Fernandes de Oliveira, se desdobrava na organização da defesa, ao mesmo tempo que ordenava a evacuação da cidade, medida essa que poderia salvar muitas vidas.

Enquanto isso, a locomotiva a vapor, quase milagrosamente partia, resfolegando com o peso adicional, parecendo que ia explodir, tamanho o esforço feito pela máquina que emitia fortes rangidos e deixava um rastro de fumaça negra no horizonte. Era uma viagem relativamente curta, entre Mossoró e Porto Franco, nas proximidades da praia de Areia Branca.

Na cidade, o badalar dos sinos continuava e o desespero também, pois apesar da pequena distância que o trem deveria percorrer, a locomotiva demorava mais do que o normal para chegar, com o maquinista parando com freqüência para se abastecer de água e lenha pelo caminho. Saía de Mossoró com todos os carros lotados e voltava vazio. Era um verdadeiro êxodo.

Na noite do dia 12 de junho, não houve descanso para ninguém em Mossoró. Os encarregados pela defesa da cidade se revezavam na vigília, enquanto o restante da população esperava a vez de partir. E o movimento na estação ferroviária não parava. O embarque de pessoal virou toda a noite e só terminou na tarde do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, quando foram ouvidos os primeiros tiros, dando início ao terrível combate. Mas a meta havia sido alcançada; a cidade estava deserta.

Ao entrarem na cidade, o bando sente medo, devido ao abandono do local. Sabino encaminha-se com suas colunas para a casa do prefeito. Não perdoa o atrevimento daquele homem que resolveu enfrentar o bando de cangaceiro mais temido do nordeste brasileiro. Sabino posiciona-se sozinho em frente a casa de Rodolfo Fernandes. Os defensores da cidade ficam indecisos, sem saber se ele é um soldado ou um cangaceiro, já que não havia muito diferença entre a maneira de se vestir de um e de outro. Foi preciso a ordem do prefeito para que começassem a atirar.

Nesse momento o tempo fechou. Uma forte chuva começa  a cair, comprometendo o desempenho dos cangaceiros e tornando mais tétrico o ambiente. Lampião segue em direção ao cemitério da cidade enquanto que Massilon procura os fundos da casa do prefeito.

O cangaceiro "Colchete" tenta revidar os tiros lançando uma garrafa com gasolina contra os fardos de algodão que servem de trincheiras para os defensores, na tentativa de incendiá-los. Nesse momento é atingido por um tiro, caindo morto. Jararaca se aproxima do corpo, com o intuito de dar prosseguimento ao plano do comparsa morto e é também atingido nas costas, tendo os pulmões perfurados.

No mesmo instante, os soldados entrincheirados na boca do esgoto começam a atirar, encurralando os cangaceiros. Os defensores dominam a situação e não resta outra solução aos facínoras se não abandonar a cidade. A ordem de retirada é dada por Sabino que puxando da pistola dá quatro tiros para o alto. É o fim do ataque.

Não foi um combate longo; iniciou-se as quatro horas da tarde, aproximadamente, sendo os últimos disparos dados por volta das cinco e meia da mesma tarde.  Lampião havia fugido, deixando estirado no chão o Cangaceiro Colchete e dando por desaparecido o Jararaca,  que depois seria preso e "justiçado" em Mossoró. Mas com medo da revanche dos bandidos, os defensores permaneceram de plantão toda a noite, só descansando no outro dia, quando tiveram certeza que já não havia mais perigo.

Quando lembramos esses fatos, ficamos pensando que tragédia poderia ter acontecido se a cidade não houvesse sido esvaziada a tempo. Quantas mortes poderiam ter havido se a população tivesse permanecido na  mesma. Só Deus pode saber.

Depois do acontecido, a população começa a voltar para casa. É outra batalha para se conseguir transporte,  juntar os parentes, desentocar os objetos de valores que tinham ficado escondidos e tantas providências mais, que só quem viveu o drama poderia contar.

13 de junho, dia de Santo Antônio. Um dia que ficou marcado para sempre na história de Mossoró.[/align]

Teatro Municipal Dix-huit Rosado


Centro de Artesanato


Praça Antônio Vigário Joaquim & a Catedral de Santa Luzia


Praça Rodolfo Fernandes (metro quadrado mais caro da cidade)


Igreja do Perpetuo Socorro (eu trabalho ali, entre a igreja e o prédio laranja. Fica a menos de 100 metros daqui)


Igreja São Vicente (até um tempo desses tinha as marcas do confronto com Lampião, não sei se ainda tem, teve uma briga danada pra ver se deixavam ou não)


Cidade foda :P
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Ignus »








Desligado Anonymous

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« Resposta #3 em: 04/02/2006, 08:37 »
huummm... brasília... não conheço, mas taaalvez eu vá visitar em julho (nunca tinha visto a ponte jk... mto bonita!) ... salvador tb não conheço e tb não vou conhecer pq aí é muito quente... e mossoró tb não sei se visitarei um dia (mas fiquei "espantado" com a beleza dae! bem legal!)...


agora...
CURITIBA!  :lol:  :lol:  :lol:
"Uma das metrópoles brasileiras mais prósperas, organizadas e com melhor qualidade de vida. Curitiba é exemplo mundial em soluções de urbanismo, educação e meio ambiente.

Eleita Capital Americana da Cultura 2003, em uma iniciativa promovida pela Organização Capital Americana da Cultura, criada em 1997, e dirigida aos países membros da Organização dos Estados

Cidade de cultura eclética e fortemente influenciada por imigrantes italianos, alemães, poloneses e ucranianos, dos quais descende a maioria da população de Curitiba. Esse fato é logo percebido por quem chega e nota a arquitetura, gastronomia e costumes locais.

Para começar a conhecer os pontos turísticos de Curitiba, a linha turismo, que parte da Praça Tiradentes em horários regulares, é uma das melhores opções." fonte: site não oficial

é uma cidade nacionalmente famosa pelos seus parques e praças, pela sua organização (muitas vezes comparadas a cidades européias)... a capital do estado do paraná é linda!!! eu amo essa cidade!!! mas sem enrolação.. vamos às imagens...




praça do japão


o bosque do papa... um lugar inspirador, para passar horas e horas conversando... um lugar mto especial...


parque tingui... em homenagem à colonização ucraniana, que é mto forte aqui...


museu oscar miemeyer...


a basílica menor de curitiba, que fica na praça tiradentes (marco zero da cidade)


memorial de curitiba... localizado no largo da ordem (setor histórico)... no "memo" tem salas de exposições e tb tem um mirante mto susse de onde se tem uma vista muito bonita...


estádio joaquim américo... querendo ou não, a "baixada" é uma atração de curitiba, já que é um dos melhores estádios da américa latina...

e é isso...
poderia ficar aqui mostrando 9847981646 de imagens, mas quem tiver afim dá um bizu nos links abaixo... e é nóis!!!
site oficial da prefeitura
site não oficial, mas bem completo
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Anonymous »

Desligado ~Leandro

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« Resposta #4 em: 04/02/2006, 08:56 »
só pra não passar em branco, vou postar umas fotos da minha cidade, a cidade mais alemã do Brasil: Blumenau.


castelinho da 15


vista de cima


nossa prefeitura


ponte de ferro


vista de cima a noite


e não poderia faltar uma foto da oktoberfest aqui de blumenau. é a segunda maior festa alemã do mundo. (desculpem pela propaganda da foto hahah)


podem dizer que minha cidade é linda.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por ~Leandro »
"Quando te vejo não saio do tom. Mas meu desejo já se repara. Me dá um beijo com tudo de bom e acende a noite na Guanabara..."
Pra Camila, minha eterna Rainha.

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« Resposta #5 em: 04/02/2006, 09:24 »
Citação de: \"*Ártemis*\"
Nossa que lugar lindoooooo!!! babando aqui ~
Morro de vontade de conhecer Salvador o/

Bom, eu moro em Brasília.

  Brasília, a capital do Brasil, está situada no Distrito Federal, dentro do estado de Goiás. O Distrito Federal tem uma população de cerca de dois milhões de habitantes e ocupa uma área de 5814 km2. A cidade, que está a 1100 metros a cima do nível do mar, conta com uma arquitetura moderna e foi planejada nos mínimos detalhes.
  Brasília é uma cidade de pouca história. Ao contrário das outras grandes metrópoles brasileiras ela não surgiu durante a colonização, como resultado do pau-brasil, ouro, cana de açúcar ou café. Brasília é uma cidade planejada, idealizada pelo então presidente Juscelino Kubitschek e projetada pelos arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer. O objetivo era criar uma nova capital para o Brasil.
  A futura capital do Brasil foi então erguida em pouco mais de três anos, com a finalidade de integrar o centro oeste ao restante do país. No dia 21 de Abril de 1960 Brasília tornou-se a capital do Brasil, sucedendo o Rio de Janeiro.
  Embora Brasília seja uma cidade nova, o projeto de construção da capital vem desde a época do Brasil Império. Em 1823, José Bonifácio apresentou um projeto para mudança da capital, sugerindo o nome "Brasília", más o então governador D. Pedro I dissolveu a constituinte antes que ela pudesse aprovar o projeto. No final do século XIX uma missão explorou o Planalto Central e demarcou uma área de 14.000 km2 para a construção da futura capital. Em 1955, o então candidato a presidência da república, Juscelino Kubitschek, foi indagado durante um comício, se, caso ele fosse eleito, faria respeitar a constituição e transferiria a capital para o Planalto Central. Juscelino prometeu que sim, e cinco anos mais tarde Brasília foi inaugurada.


Vai ae algumas fotos:

Congresso nacional:

http://www.geocities.com/augusto_areal/amanhecer2.jpg

Ponte JK:

http://www.geocities.com/augusto_areal/ponte2.jpg

Torre de TV:

http://www.geocities.com/augusto_areal/torre2.jpg

Catedral:

http://www.geocities.com/augusto_areal/ ... turna2.jpg

Interior da Catedral:

http://www.geocities.com/augusto_areal/ ... l_wide.jpg

Palácio do planalto:

http://www.geocities.com/augusto_areal/ ... o_mini.jpg

Memorial JK:

http://www.geocities.com/augusto_areal/memorial_jk.jpg

Vista aérea:

http://img63.imageshack.us/img63/714/aerea2006a9kv.jpg
....

http://www.geocities.com/augusto_areal/orange.jpg

Cabeça de JK - na praça dos três poderes:

http://www.geocities.com/augusto_areal/jk_head.jpg

Catetinho -  Primeira residência presidencial da cidade.

http://www.geocities.com/augusto_areal/catetinho.jpg




Completando ao post da artemis ...

Esqueci o nome desses 2 carinhas ae... hehe



Congersso



Uma parte da Esplanada dos Ministerios



Vosta da torre de TV [ aquele predio preto, é o banco central ]



Uma parte da catedral



uma parte da praça dos 3 poderes o/



Congresso la tras .. senão me engano, essa foto foi tirada no patio brasil

 

uma foto da ponte jk, e da belissima lua [ a lua aqui em brasilia é assim mesmo, e é mais bonita ainda vendo pessoalmente.. hehe ]



Centro da esplanada, os ministerios estão nos lados..



Entrada do congresso.. [ ja tomei banho nesse espelho d\'agua .. hauehuae ]



as panelas de perto ..


aff e tem muito mais ...

é so assistir a miniserie jk .. hauehae ..

ps: eu nunca vi essa miniserie ...  :(
« Última edição: 05/02/2006, 11:14 por Linkneo »
[align=center]


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Desligado Anonymous

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« Resposta #6 em: 04/02/2006, 13:54 »
Nossa, não sabia que Salvador era tão bonita. E Brasília é tão organizada. Curitiba deve ser uma cidade ótima de se viver.

Bah. Na minha cidade não tem nada de nada. ._."
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Anonymous »

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« Resposta #7 em: 04/02/2006, 18:39 »
Bem minha cidade eh Jundiaí q fica no interior de Sampa!

Eh uma cidade linda, cheia de verde... Mto linda mesmo!


Dentro do cemitério!

Carmelo!

Matriz!

Estádio Paulista!

Fonte!

Jardim Botânico!

Teatro Politeama!

Jundiaí vista por cima!
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Rainha »
Sinais do corpo eu sei ler nas nossas conversas demoradas. Mas há dias em que nada faz sentido e os sinais que me ligam ao mundo se desligam.

Pro Leandro, (L)

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« Resposta #8 em: 04/02/2006, 22:57 »
Aslan, Carapicuíba ainda é do jeito que está nas fotos ou a cidade já se modernizou mais?
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Anonymous »

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« Resposta #9 em: 04/02/2006, 23:07 »
Antes de tudo:

"São Paulo, te amo
Te amo, São Paulo
Na tarde tão fria
Busquei teu calor,
teu amor em São Paulo
São Paulo, te amo
Pasión de mi vida
I love you, querida
Je t\'aime São Paulo
Io ti amo São Paulo
I love you
Te amo, São Paulo"
("Te amo, São Paulo" - Tom Jobim)

São Paulo, A cidade MARAVILHOSA !!!
Amo minha cidade, aí vai algumas coisas sobre ela:

:: História

A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram "ares frios e temperados como os de Espanha" e "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas". Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.

Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa.

Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo.

Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas Direita, XV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio, a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.

Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as "bandeiras", expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.

A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.

No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.

No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.

Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali concentravam-se as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduatey e Tietê. A região do Bexiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .

As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do "centro velho" com a "cidade nova", formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.

Do ponto de vista político-administrativo, o poder público municipal ganhou nova fisionomia. Desde o período colonial São Paulo era governada pela Câmara Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias. Em 1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, cujo primeiro titular foi o Conselheiro Antônio da Silva Prado, os poderes legislativo e executivo se separaram.

O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo "moderna", até então acanhada e tristonha capital.

Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.

O centro comercial com seus escritórios e lojas sofisticadas, expõe em suas vitrinas a moda recém lançada na Europa. Enquanto o café excitava os sentidos no estrangeiro, as novidades importadas chegavam ao Porto de Santos e subiam a serra em demanda à civilizada cidade planaltina. Sinais telegráficos traziam notícias do mundo e repercutiam na desenvolta imprensa local.

Nos navios carregados de produtos finos para damas e cavalheiros da alta classe, também chegavam os imigrantes italianos e espanhóis rumo às fazendas ou às recém instaladas indústrias, não sem antes passar uma temporada amontoados na famosa hospedaria dos imigrantes, no bairro do Brás.

Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.

A industrialização se acelera após 1914 durante a Primeira Grande Guerra mas o aumento da população e das riquezas é acompanhado pela degradação das condições de vida dos operários que sofrem com salários baixos, jornadas de trabalho longas e doenças. Só a gripe espanhola dizimou oito mil pessoas em quatro dias.

Os operários se organizam em associações e promovem greves, como a que ocorreu em 1917 e parou toda a cidade de São Paulo por muitos dias. Nesse mesmo ano, o governo e os industriais inauguram a exposição industrial de São Paulo no suntuoso Palácio das Indústrias, especialmente construído para esse fim. O otimismo era tamanho que motivou o prefeito de então, Washington Luis, a afirmar, com evidente exagero: "A cidade é hoje alguma coisa como Chicago e Manchester juntas".

Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em 1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise. No entanto, a elite paulistana, num clima de incertezas mas de muito otimismo, frequenta os salões de dança, assiste às corridas de automóvel, às partidas de foot-ball, às demonstrações malabarísticas de aeroplanos, vai aos bailes de máscaras e participa de alegres corsos nas avenidas principais da cidade. Nesse ambiente, surge o irrequieto movimento modernista. Em 1922, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas internacionais, apresentado na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal.

Com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e a Revolução de 1930, alterou-se a correlação das forças políticas que sustentou a "República Velha". A década que se iniciava foi especialmente marcante para São Paulo tanto pelas grandes realizações no campo da cultura e educação quanto pelas adversidades políticas. Os conflitos entre a elite política, representante dos setores agro-exportadores do Estado, e o governo federal, conduziram à Revolução Constitucionalista de 1932 que transformou a cidade numa verdadeira praça de guerra, onde se inscreviam os voluntários, se armavam estratégias de combate e se arrecadavam contribuições da população amedrontada mas orgulhosa de pertencer a uma "terra de gigantes".

A derrota de São Paulo e sua participação restrita no cenário político nacional coincidiu, no entanto, com o florescimento de instituições científicas e educacionais. Em 1933, foi criada a Escola Livre de Sociologia e Política, destinada a formar técnicos para a administração pública; em 1934, Armando de Salles Oliveira, interventor do Estado, inaugurou a Universidade de São Paulo; em 1935, o Município de São Paulo ganhou, na gestão do prefeito Fábio Prado, o seu Departamento de Cultura e de Recreação.

Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização urbanística notável, que testemunhava o seu processo de "verticalização": a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São Paulo, à época, com 26 andares e 105 metros de altura!

A década de 40 foi marcada por uma intervenção urbanística sem precedentes na história da cidade. O prefeito Prestes Maia colocou em prática o seu "Plano de Avenidas", com amplos investimentos no sistema viário. Nos anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano visava basicamente abrir caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística que se instalou em São Paulo em 1956.

Simultaneamente, a cidade cresceu de forma desordenada em direção à periferia gerando uma grave crise de habitação, na mesma proporção, aliás, em que as regiões centrais se valorizaram servindo à especulação imobiliária.

Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifício diversos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque industrial de São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba).

Esse declínio gradual da indústria paulistana insere-se num processo de "terciarização" do Município, acentuado a partir da década de 70. Isso significa que as principais atividades econômicas da cidade estão intrinsecamente ligadas à prestação de serviços e aos centros empresariais de comércio (shopping centers, hipermercados, etc). As transformações no sistema viário vieram atender a essas novas necessidades. Assim, em 1969, foram iniciadas as obras do metrô na gestão do prefeito Paulo Salim Maluf.

A população da metrópole paulistana cresceu na última década, de cerca de 10 para 16 milhões de habitantes. Esse crescimento populacional veio acompanhado do agravamento das questões sociais e urbanas (desemprego, transporte coletivo, habitação, problemas ambientais ...) que nos desafiam como "uma boca de mil dentes" nesse final de século. No entanto, como dizia o grande poeta da cidade, Mário de Andrade:

"Lá fora o corpo de
São Paulo escorre
vida ao guampasso
dos arranhacéus"

:: Fotos

« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Anonymous »

Desligado ~Leandro

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« Resposta #10 em: 05/02/2006, 12:41 »
que interessante a cidade do Aslan. é bem do estilo de 500 anos atras. deve ter modernizado né?
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por ~Leandro »
"Quando te vejo não saio do tom. Mas meu desejo já se repara. Me dá um beijo com tudo de bom e acende a noite na Guanabara..."
Pra Camila, minha eterna Rainha.

Desligado Katherine

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« Resposta #11 em: 05/02/2006, 13:13 »
Existem cidades tão alemãs quanto Blumenau aqui no Rio Grande do Sul, ~Leandro.

Porto Alegre é a capital do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Pertence à Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à Microrregião Porto Alegre. É localizada junto ao Guaíba no extremo sul do país. A cidade se constituiu a partir da chegada de casais açorianos portugueses em 1742. No século XIX contou com o influxo de muitos imigrantes alemães, poloneses e italianos. O feriado de Porto Alegre é o dia 2 de fevereiro, o dia de Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira da cidade.

A Região Metropolitana de Porto Alegre conta com mais de 30 cidades. Entre elas as principais são: Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Gravataí.

Em 2001, foi a cidade sede do I Fórum Social Mundial, evento, agora itinerante, que enfoca as questões sociais do mundo atual. Foi sede deste evento também em 2002, 2003 e 2005.

População

    * ~1800: 6.000;
    * 1822: 12.000;
    * 1872: 43.998 (IBGE);
    * 1890: 52.421 (IBGE);
    * 1900: 73.647 (IBGE);
    * 1920: 179.263 (IBGE);
    * 1940: 272.232 (IBGE);
    * 1950: 394.151 (IBGE);
    * 1960: 635.125 (IBGE);
    * 1970: 885.545 (IBGE);
    * 1980: 1.125.477 (IBGE);
    * 1991: 1.263.403 (IBGE);
    * 1996: 1.286.879 (IBGE);
    * 2000: 1.360.590 (IBGE);
    * 2004: 1.416.363 (IBGE - estimada).
    * 2005: 1.428.696 (IBGE - estimada).

Conforme o IBGE, a cidade é, entre as metrópoles brasileiras, a que tem o maior Índice de desenvolvimento humano (IDH). Os programas de arborização e preservação das matas nativas é bem executado na cidade. Muitas das avenidas são arborizadas com um típico específico de árvore florífera, como por exemplo as paineiras da avenida Icaraí e os guapuruvus na avenida Teresópolis. As floradas adicionam beleza cênica à cidade. Também são frequentes os ipês, as timbaúvas e os jacarandás. As encostas dos morros são preservadas mas enfrentam problemas com loteamentos clandestinos e invasões. Programas de reassentamento ocorrem com frequencia para retirar populações das chamadas áreas de risco e de preservação, como as encostas de arroios e do Guaíba. A cidade conta com duas áreas de conservação ambiental, o Parque Estadual do Delta do Jacuí e Estação Ecológica do Lami. As fotos de satélite da cidade no Google Maps: (lat. 30° 01\' 59\'\' S – long. 51° 13\' 48\'\' W) ajudam a ilustrar a procupação do município com o meio ambiente.

Porto Alegre possui uma série de eventos e atividades culturais. Além da programação tradicional, há grandes eventos que marcam a passagem do tempo com um calendário peculiar. No verão, Porto Alegre oferece para seus habitantes o Porto Verão Alegre, circuito de peças teatrais que em 2005 contou com 67 peças diferentes.

Ainda no verão, em 2001, 2002, 2003 e 2005 a cidade foi sede do Fórum Social Mundial, reunindo mais de 100 mil pessoas (com exceção do primeiro) de mais de 100 países em cada edição para discussões, debates e mobilização.

Em setembro, ocorre o Acampamento Farroupilha onde centenas de piquetes montam suas barracas e fazem os seus churrascos no Parque Harmonia para lembrar a Revolução Farroupilha.

Em outubro ocorre a Feira do Livro de Porto Alegre, a maior feira de livros a céu aberto da América. A primeira edição da Feira foi em 1955, a primeira do Brasil. Estima-se que quase 2 milhões de pessoas visitam a Feira.

A cada dois anos, em geral no período que compreende Outubro a Dezembro, Porto Alegre sedia a Bienal do Mercosul, evento artístico-cultural de grande porte e de grande atração turística.

A região metropolitana de Porto Alegre é conhecida também por suas Universidades, como a UFRGS, a PUC-RS e a Unisinos, que por sua excelência em ensino, atraem alunos e professores a nível nacional.


Porto Alegre é a segunda cidade mais foda do Brasil, só perde pra São Paulo e esta última é a única pela qual eu trocaria a minha terrinha natal linda e perfeita.

Para fins de cultura inútil, o hino, que eu nem sabia que existia:

Porto Alegre Valerosa

    Porto Alegre "Valerosa"
    Com teu céu de puro azul
    És a jóia mais preciosa
    Do meu Rio Grande do Sul

    Tuas mulheres são belas
    Têm a doçura e a graça
    Das águas, espelho delas,
    Do Guaíba que te abraça

    E quem viu teu sol poente
    Não esquece tal visão
    Quem viveu com tua gente
    Deixa aqui teu coração.


E aquilo que importa: fotos.


Brique da Redenção.


Lago do Parque da Redenção.


Rio Guaíba, que banha a cidade.


A Praia de Ipanema (que de praia pra mim não tem nada XD).


Biblioteca Municipal (à qual eu ainda irei, ainda mais agora, como estudante próxima da Farrapos =~).


Auditório Araújo Viana.


A Usina do Gasômetro.


O porto.


O Parque Farroupilha.


Foto da webcam de um site, acho que vai mudar logo...

Usem o Google and beeeeeee happy! o/
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Katherine »
obvious troll is obvious.

Desligado Anonymous

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« Resposta #12 em: 05/02/2006, 13:45 »
São Paulo é a cidade mais foda do mundo inteiro. *____________________________________________________*

Ainda vou morar lá.


Porto Alegra parece ser interessante também. Bem desenvolvida socialmente.


Por que eu moro numa cidade tão chata? =~
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Anonymous »

Desligado .Tatah.

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« Resposta #13 em: 05/02/2006, 14:18 »
Citação de: \"Nightmare\"
São Paulo é a cidade mais foda do mundo inteiro. *____________________________________________________*

Ainda vou morar lá.


Porto Alegra parece ser interessante também. Bem desenvolvida socialmente.


Por que eu moro numa cidade tão chata? =~


São Paulo é totalmeeeente foda! *_____*
Amo morar aqui, e não pretendo largar essa cidade. *-*

Meu Deus, como Mossoró é lindoooo! *-*
O Lago do Parque da Redenção, em Porto Alegre, é lindo! *-*
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por .Tatah. »
[align=center][/align]

Desligado Alessandra Dark

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« Resposta #14 em: 05/02/2006, 14:34 »
Minha cidade é Goiânia, capital de Goiás!

Goiânia

Situada na região central do Brasil, a apenas 209 km da capital federal e a 926 km de São Paulo, Goiânia é considerada hoje uma das mais promissoras e saudáveis metrópoles do País.

         Com 1.056.330 habitantes, segundo levantamento do IBGE de 1996, a cidade ocupa 1.100 hectares de área urbanizada, dos quais cerca de um terço constituído de áreas verdes transformadas em parques, praças e jardins.

         Com área total de 972km2, o município limita-se ao Norte com Goianira, Nerópolis e Goianápolis, ao Sul com Aragoiânia e Aparecida de Goiás, ao Leste com Bonfinópolis e Senador Canedo e a Oeste com Trindade e Guapó. Situada a 749 metros acina do nível do mar, tem clima excelente com temperatura média em torno de 28 graus.
 
 
 Infra-estrutura avançada  
 
         Impulsionada originalmente pela pecuária e pela agricultura, a economia do município apoia-se hoje principalmente no comércio, prestação de serviços e na indústria, sobretudo de alimentos, vestuário, móveis e mineração.

         Tem um sistema viário dos mais eficientes do País e dispõe de invejável rede de ensino pública e particular, com destaque para o ensino superior e profissionalizante, onde despontam a Universidade Federal, a Universidade Caltólica e inúmeros outros cursos de grande procura.

         Goiânia é referência nacional em diversos ramos de especialidade, destacando-se sobremaneira as especialidades médicas como oftalmologia, neurologia, tratamento de queimaduras, além dos setores de engenharia e planejamento.

         Com cerca de 85% das residências servidas de água tratada e 70% ligadas à rede de esgoto, Goiânia já conta também com um dos maiores e bem planejados aterros sanitários do Brasil.
 
 
 Capital dos eventos  
 
         Por dispor de um clima excelente e estar localizada no centro geográfico do Brasil, próximo à capital federal, Goiânia vem se preparando para ser a capital brasileira dos grandes concressos, exposições e lançamentos de produtos. Para isso a cidade já conta com uma boa estrutura de serviços e de transporte, excelente rede hoteleira e o Centro de Cultura e Convenções de Goiânia, um dos mais modernos da América Latina, onde é possível a realização simultânea de diversos eventos de grande porte, com capacidade para 5 mil pessoas.

         A animada vida noturna é também marca registrada de Goiânia, que atesta a diversidade de opções de lazer, que incluem, além dos parques, feiras e museus, quatro shopping centers de grande porte e extensa rede de bares e casas noturnas para atender mesmo o público mais exigente. O esporte é bastante cultivado, e a cidade conta com o Autódromo Internacional Ayrton Senna e o Estádio Serra Dourada, que se destacam sobremaneira no cenário nacional, além do Estádio Olímpico, o Hipódromo da Lagoinha e o Ginásio de Esportes Rio Vermelho.
 
História

Goiânia foi criada nos anos 30 deste século, durante o primeiro governo Vargas. Surgiu da necessidade de uma nova sede administrativa para o Estado de Goiás, que sinalizava novos tempos de crescimento econômico e populacional apoiado na evolução da pecuária e no processo gradativo de industrialização.

Os sonhos de modernização e interiorização do progresso brasileiro viravam assim uma importante página da história da região e trinta anos depois atingiriam o ápice com a construção de Brasilia, nova sede do governo federal.

A criação do Estado de Tocantins no limiar do século 21 completou em menos de 7 décadas um ciclo de transformações que mudou radicalmente no cenário nacional a participação de Goiás, cujo povoamento iniciou-se dois séculos depois do descobrimento do Brasil.
 
 
Ouro e Gado
 A região virou notícia no final do século XVI, com a descoberta das primeiras minas de ouro pelos bandeirantes que adentravam o sertão desconhecido. Durante o século XVII Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, explorou o território em importantes expedições. Em 1726 seu filho, também chamado Bartolomeu, volta e funda ali o Arraial da Barra, primeiro povoado da região. Outros aglomerados foram então surgindo em função da mineração, e o território é desmembrado de São Paulo, dando origem em 1824 à Província de Goiaz.

O ciclo do ouro estende-se até a chegada do século 20, quando as atividades básicas da economia goiana passam a ser a agricultura e principalmente a pecuária. Com o desenvolvimento dos transportes e o surgimento de novas cidades, a antiga capital, hoje chamada Goiás Velha (considerada um dos mais importantes acervos históricos do interior do Brasil), começa a ser apontada como limitação para o crescimento do Estado.
 
 
Cidade Jardim
 Pedro Ludovico Teixeira, nomeado interventor federal, assume a missão endossada pelo presidente Vargas de criar a nova capital. Lançada a pedra fundamental em 24 de outubro de 1933, data em que se comemora o aniversário da cidade, Goiânia começa a tomar forma sob a orientação do arquiteto Atilio Correia de Lima e com a contribuição de imigrantes oriundos de várias regiões do Brasil. O nome da cidade, que motivou um concurso promovido em 1933 pelo semanário O Social, só foi empregado oficialmente pela primeira vez por Pedro Ludovico três meses antes de sua inauguração em 20 de novembro de 1935.

Planejada inicialmente para comportar 50 mil habitantes, com pouco mais de 60 anos a cidade já contava 1 milhão de moradores. Mas o crescimento urbano, embora rápido e para alguns assustador, acabou respeitando a idéia original de uma “cidade jardim”, com muitas e floridas praças, ruas amplas e arborizadas, tudo voltado para a valorização do clima saudável e tranquilo de interior, que mantém-se ameno na borda do Planalto Central do Brasil.

O terreno plano e as distâncias urbanas crescentes resultaram na adoção da bicicleta como principal meio de transporte dos goianenses em geral. Durante muito tempo a cidade se orgulhou de ser a “capital brasileira da bicicleta”, onde se realizavam concursos anuais com muitas homenagens, pedaladas, muito suor e nostalgia.

Hoje a cidade está tomada pelos carros e orgulha-se de ter um dos melhores sistemas viários do País. Mas as filas enormes de silenciosas bicicletas ainda circulam pela memória dos moradores mais antigos, que guardam também com carinho as imagens do antigo Café Central na esquina da Anhanguera com a Rua 7, o Cine e Theatro Goiânia, o Grande Hotel, o Mercado Central, o Bar e Lanches Acapulco, o Automóvel Clube. E a Praça do Bandeirante, principal logradouro público goianense, onde os mais saudosistas ainda podem ir reverenciar a estátua do Bartolomeu Bueno da Silva com sua bateia, para com ele ficar lembrando desses tempos românticos que não voltam mais.
 
 
E aí vai fotos

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