Autor Tópico: Albuns conceituais  (Lido 790 vezes)

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Desligado Roland

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Albuns conceituais
« em: 11/04/2007, 16:32 »
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Tópico feito para discutirmos sobre albúns conceituais: letras, enredos, continuidade das musicas, etc

Artigo sobre o assunto:
(É antigo, mas já da uma noção do que são cds conceituais o/ )

2004: O ANO DOS ÁLBUNS CONCEITUAIS

A idéia por trás de um álbum conceitual é simples: pega-se uma história (o tal conceito), que é dividida em diversas partes, e transforma-se cada uma delas em uma música. No final, você tem uma única idéia permeando todas as canções daquele álbum, sendo que uma é a seqüência direta da anterior. É mais ou menos como em um livro, em que cada música funciona como um capítulo daquela história, que, desnecessário dizer, começa na primeira e termina na última nota.

Desde a década de 1960, álbuns conceituais estão presentes no mundo do rock. No caso do heavy metal, essa presença é ainda mais constante. Em determinados estilos, como o heavy metal melódico, cujas maiores influências são histórias medievais, fantasia, etc., é quase obrigatório o lançamento de pelo menos um álbum do gênero por ano. E 2004 não foi diferente.

No entanto, não foram só as bandas de metal melódico que lançaram álbuns conceituais no ano passado. E, surpresa, as inspirações foram muito além das influências medievais e mundos fantásticos. Do black metal ao metal progressivo, houve um bom número de discos conceituais e como é impossível conhecer todos eles, decidi separar um espaço para falar sobre o que apareceu de melhor neste gênero pelos últimos 12 meses.

Em seguida, uma listinha de albúns conceituais:

THE INNER CIRCLE - EVERGREY

The inner circle é o quarto trabalho da banda sueca Evergrey, que vem alcançando um bom reconhecimento na cena justamente pela solidez de seus discos. A história que eles escolheram contar é bem calcada na realidade. Nas palavras do vocalista/guitarrista da banda, Tom S. Englund, “Ao longo do álbum acompanhamos uma pessoa frágil e com baixa auto-estima que abandona sua família para se juntar a um culto e que, devido a isso, provoca mudanças drásticas em sua vida”. Por “culto”, entenda qualquer forma de religião ou devoção, nas quais determinadas pessoas simplesmente entregam sua vida e vontade nas mãos de uma figura de liderança, que se intitula – ou é alçado à posição – de detentor ou único transmissor da verdade. A história mostra também esse personagem questionando seus sentimentos e idéias, na medida em que se encontra inserido no ambiente controlador desse culto.

Além de Tom S. Englund, o Evergrey conta também com Henrik Danhage (guitarra), Michael Hakansson (baixo), Rikard Zander (teclados) e Jonas Ekdahl (bateria). A banda contou ainda com a participação especial do quarteto de cordas da orquestra sinfônica de Gotemburgo. O Evergrey executa um metal progressivo que prefere deixar o virtuosismo um pouco de lado para investir mais no peso.

A versão nacional de The inner circles foi lançada no Brasil pela da Hellion Records e tem três faixas bônus gravadas durante a turnê do álbum anterior do Evergrey, Recreation day.

INVISIBLE CIRCLES - AFTER FOREVER

Imagine que você é uma garota adolescente cuja vida é um mar de medo e tristeza. Desde sua concepção, seus pais, duas pessoas ambiciosas cujo único objetivo na vida era o sucesso profissional, acreditavam que seu nascimento poderia uni-los novamente. Na cabeça deles, seu nascimento conseguiria salvar aquele casamento infeliz. Depois de quatorze anos, no entanto, o relacionamento dos dois vai de mal a pior e, agora, ambos apontam a sua existência como o fator primordial da não realização de todos os sonhos que eles tinham. Ainda tem mais: você está destinada a cometer os mesmos erros de seus pais quando se tornar adulta e constituir sua própria família. É esse o conceito criado pela vocalista Floor Jansen para Invisible circles, terceiro álbum dos holandeses do After Forever.

Invisible circles é um disco bem interessante. A parte gráfica, bem feita, traz enxertos do diário da personagem principal, que ajudam a entender o que ela está passando e completam muito bem o tema explorado em cada música. Além da história comovente e realista, as músicas em si também mostram que a banda está amadurecendo e tenta caminhar em uma direção diferente, com um som mais pesado do que aquele executado em seus dois trabalhos anteriores.

Sander Gommans (guitarra, vocais guturais), Bas Maas (guitarra, vocais), Luuk Van Gerven (baixo), André Borgman (bateria) e Lando Van Gils (teclados) completam a formação do After Forever para a gravação deste álbum, também lançado no Brasil pela Hellion Records. Pouco depois do lançamento do álbum, porém, Lando decidiu sair da banda.

STREAM OF CONSCIOUSNESS - VISION DIVINE

O Vision Divine fez um dos melhores álbuns conceituais que você provavelmente não ouviu em 2004. Mas não se culpe. O problema é que, até o momento, ninguém resolveu lançá-lo aqui no Brasil. O mais estranho é que seus dois primeiros trabalhos (Vision divine e Send me an angel) chegaram aqui pela Rock Brigade/Lazer Company Records. Talvez o motivo seja simplesmente porque o vocalista Fábio Lione (Rhapsody) deixou a banda. Tudo bem que Lione era o principal atrativo nas peças publicitárias dos álbuns anteriores, mas sua ausência não é justificativa suficiente para esse descaso. Afinal, seu substituto, Michele Luppi, mostra que pode muito bem substituí-lo e, ao lado de Olaf Thorsen (guitarra), Andrea Tower Torricini (baixo), Oleg Smirnoff (teclados) e Matteo Amoroso (bateria), colabora para esse que é o trabalho mais maduro da banda até o momento.

A história que move Stream of consciousness tem um quê de fantástico. Ela começa em um quarto de um hospício. O paciente ali confinado reconhece a música que o carcereiro escuta no rádio e começa a cantarolar. Subitamente sua mente embarca numa viagem de volta ao passado, revendo os motivos e eventos que o levaram de uma vida normal à completa loucura. Toda a sua vida fora guiada por uma única pergunta: qual o verdadeiro sentido da vida? Ao longo dos anos, ele busca pela resposta definitiva para essa questão e eventualmente alcança seus objetivos, pagando o preço com sua sanidade. Tudo isso embalado por um heavy metal melódico de primeira, com ótimas influências progressivas. Indispensável para os fãs do estilo, a versão importada do álbum pode ser encontrada na internet, sem muitas dificuldades.


USUAL TRAGEDY - KARELIA

Os franceses do Karelia também decidiram investir na criação de um álbum conceitual. Usual tragedy é o nome do trabalho que conta a história de um homem comum que sobreviveu às duas guerras mundiais. Na primeira, perdeu o pai, morto diante de seus olhos. Na segunda, lutou como um soldado, na esperança de um dia poder rever sua amada. Esperança que se mostra inútil, já que enquanto ele está nas trincheiras, ela acaba morrendo. A corrente de infortúnios que transforma sua vida enlouquece o ex-soldado, que acaba por encontrar a morte em um quarto frio de hospital. Sozinho e abandonado.

Usual tragedy tem dez músicas, sendo que nove mostram cada um dos diferentes estágios da vida do protagonista. A banda, formada por Matthieu Kleiber (vocal), Erwan Morice (guitarra), Gilles Thiebaut (baixo), Loic Jenn (bateria) e Bertrand Maillot (teclados), executa um heavy metal tradicional, não dispensando influências melódicas e progressivas. Para a gravação deste ótimo disco, a banda ainda contou com a participação de um coral, cuja principal responsabilidade são as citações em latim presentes no álbum.

AYEREON - ARJEN LUCASSEN

Falar em álbuns conceituais é falar de Ayreon, principal projeto do multi-instrumentista holandês Arjen Lucassen. Ao longo de sua prolífica carreira, Lucassen se dividiu em inúmeros projetos, com álbuns cujas produções são geralmente caracterizadas por um grande esmero e cuidado, desde a concepção e composição até a mixagem final das músicas. Não é à toa que o tecladista conquistou bastante respeito no cenário ao longo de sua carreira e, por isso, sempre se rodeia de grandes nomes do heavy metal mundial para levar a cabo suas obras.

Depois de quatro anos se dedicando a projetos paralelos como o Ambeon e o Star One, Arjen voltou a se dedicar ao Ayreon. O resultado é The human equation, álbum duplo que gira em torno da seguinte história: Um homem sofre um bizarro acidente automobilístico e acaba indo parar em um quarto de hospital, em estado de coma. Seu melhor amigo e sua esposa permanecem ao seu lado, tentando descobrir as causas do acidente, que aconteceu em plena luz do dia, em uma estrada deserta. Enquanto isso, dentro de sua mente, o acidentado se encontra preso em um estranho reino, onde as emoções que tentara ignorar ao longo dos anos adquirem vida e o confrontam o tempo todo. Aos poucos ele vai se recordando das causas de seu acidente e descobre que, se quiser acordar, terá que se esforçar para encontrar uma saída daquele reino.

The human equation é quase uma ópera rock. Além do instrumental bem afinado, calcado em um heavy metal progressivo que ora se vale de influências mais pesadas, ora mais eletrônicas, conta com diversos vocalistas, cada um assumindo um determinado papel na história. James LaBrie (Dream Theater), vive o papel do protagonista; Marcela Bovio é sua esposa, o próprio Arjen é seu melhor amigo e Mike Baker representa seu pai; já suas emoções são interpretadas por Mikael Akerfeldt (Medo), Eric Clayton (Razão), Devin Townsend (Fúria), Heather Findlay (Amor), Magnus Ekwall (Orgulho), Devon Graves (Agonia) e Irene Jansen (Paixão).

Ao todo, o álbum tem vinte faixas, cada uma correspondendo a um dia do coma do protagonista. A versão nacional traz, além do CD duplo, um DVD com um clipe e bastidores das gravações.

TEMPLE OF SHADOWS - ANGRA

Pra fechar com chave de ouro esse artigo, eu não poderia deixar de falar de Temple of shadows, último CD do Angra e também um álbum conceitual muito bem elaborado. O disco conta a história de um cavaleiro cruzado chamado Shadow Hunter. Ferido em uma batalha quando a Igreja Católica tentava retomar a Terra Santa dos muçulmanos, ele é salvo justamente por uma família de “infiéis”. Nisso, começa a questionar os valores do catolicismo, que prega o amor ao próximo, mas, ao mesmo tempo, não se importa em massacrar todos aqueles que vão contra sua doutrina. Ele acaba se casando com uma jovem pertencente à família que o ajudou a se recuperar. Algum tempo depois, Hunter e sua nova família precisam ir à Jerusalém onde, durante a invasão do exército cristão, sua esposa e filho são assassinados. Diante disso, o ex-cruzado se torna um peregrino, fundando sua própria religião. Desnecessário dizer que, por causa disso tudo, ele é perseguido e, eventualmente, capturado, torturado e finalmente morto pela Inquisição.

Além da ótima história, Temple of shadows também é uma prova definitiva de que o Angra não só se recuperou plenamente da separação ocorrida há cerca de cinco anos, quando três de seus membros fundadores deixaram a banda, como alcançou a maturidade neste seu sexto trabalho de estúdio. O quinteto, agora formado por Rafael Bittencourt (guitarra), Kiko Loureiro (guitarra), Aguiles Priester (bateria), Felipe Andreoli (baixo) e Edu Falaschi (vocal), está no auge de sua forma, chegando ao limite da fórmula speed/power/prog metal que consagrou a banda. E não é só isso. Até mesmo os músicos convidados a participar do álbum parecem ter sido escolhidos a dedo, com o objetivo de enriquecer o álbum. Afinal, não seriam tão surpreendentes as presenças de vocalistas como Hansi Kursch (Blind Guardian), Kai Hansen (Gamma Ray) e Sabine Edelsbacher (Edenbridge) em um álbum do Angra, visto que a banda é bastante conhecido no cenário. Mas, o que dizer da presença de um cantor consagrado por seu trabalho na MPB, como Milton Nascimento? Escute a faixa “Late Redemption” e tire suas próprias conclusões.

Não é exagero dizer que Temple of shadows é o melhor trabalho da carreira do Angra, mas também, na minha modesta opinião, um dos melhores discos de metal melódico dos últimos anos. E, por tudo isso, presença constante em todas as listas dos melhores álbuns de heavy metal de 2004.

Temple of Shadows foi lançado por aqui pela Paradoxx Music. E vale cada centavo gasto. Ouça e descubra porque a cada novo dia o Angra se estabelece como uma das maiores bandas de heavy metal do mundo.

SCARLET\'S WALK - TORI AMOS

Não tanto uma coleção de músicas, mais um romance sonoro. Scarlet\'s Walk é um álbum conceitual de Tori Amos. Tanto altamente pessoal quanto profundamente político, é um épico e uma jornada através da América que submete à prova o pensamento. Um viagem pelas estradas na tradição clássica de Kerouac, narrada por um personagem chamado Scarlet que é a própria Amos apesar de ser também toda e qualquer mulher.

"Scarlet está se pondo em meu lugar," diz Tori, "Você pode dizer que ela é baseada em mim. Ou talvez eu seja baseada nela."
Como em todas as boas viagens, pelo caminho Scarlet descobre muito sobre o mundo ao seu redor e ainda mais sobre ela própria. Sobre o passado e sobre onde nós temos estado e sobre aonde talvez estejamos sendo enviados.
Habitado por um elenco de personagens algumas vezes desesperados, mas sempre fascinantes, e rico em simbolismos e alegorias, [o álbum] é tanto uma viagem de auto-descobrimento quanto um exame das severas escolhas que nos encaram em um mundo que frequentemente parece ter perdido a sua bússula moral.

Parcialmente inspirado pelas estórias contadas pela mãe de Tori de sua história familiar Cherokee e pela crise de identidade na América contemporânea, é a mais desafiadora, ambiciosa e vívida criação da fértil imaginação de Tori Amos até hoje.


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Desligado Melia Kindler

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« Resposta #1 em: 11/04/2007, 16:40 »
Para mim, o melhor de todos: "Scenes From a Memory" do Dream Theater. A maneira como é contada a história é muito linda, delicada e assustadora!
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Desligado Demon

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« Resposta #2 em: 11/04/2007, 17:18 »
O The Inner Circle é excelente.

Alguns que gosto bastante:

Pink Floyd - Dark Side Of The Moon
Pink Floyd - The Wall
Dream Theater - Scenes From a Memory
Pain Of Salvation - Be (GENIAL!)
Pain Of Salvation - The Perfect Element pt. 1
Riverside - Out Of Myself
Radiohead - OK Computer
Radiohead - Kid A
Porcupine Tree - In Absentia
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Desligado Diabolus

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« Resposta #3 em: 11/04/2007, 17:44 »
Citação de: \"Melia Kindler\"
Para mim, o melhor de todos: "Scenes From a Memory" do Dream Theater. A maneira como é contada a história é muito linda, delicada e assustadora!



.
Concordo. Esse álbum do Dream Theater é magnifico.
Acrescentaria o "Year Zero", novo álbum do Nine Inch Nails, um ótimo álbum conceitual também; aborda a política, e principalmente críticas ao prepotente Bush.
« Última edição: 11/04/2007, 22:30 por Diabolus »
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"Felipe, meu amor perdido... minha loucura, minha luxúria. Dou-te meu congelado coração... Entego-me por completo. Use-me... seja meu pesadelo enquanto eu serei seu eterno veneno. Prove-me, sinta-me, mate-me, cure-me. De-me amor, de-me vida... Devolva-me a mim mesma novamente!"

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« Resposta #4 em: 11/04/2007, 19:15 »
Concordo com a Melia e o Felipe;

O Scenes From a Memory de DREAM THEATRER é um dos melhores álbuns conceituais que tive o prazer de ouvir, junto com o Invisible Circles do AF.

Sinceramente sem ser esses e mais alguns ja citados (The Human Equation de Ayreon, BE de Pain Of Salvation e TDSOTM de Pink Floyd) não me lembro agora de nenhum album conceitual (que eu saiba que seja conceitual). :s
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por DarkBoy »
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~..Awake, but still i\'m dreaming..~[/align]

Desligado Demon

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« Resposta #5 em: 11/04/2007, 21:27 »
O Wish You Were Here do Pink Floyd também é, não?

Tem também o Seventh Son of a Seventh Son do Iron Maiden.
Operation: Mindcrime, da banda Queensryche.
The Black Halo, do Kamelot.
E etc.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Demon »

Desligado hauntedboy

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« Resposta #6 em: 12/04/2007, 00:32 »
Sim, sim, o Scenes From A Memory do Dream Theater é excelente.

O Invisible Circles do After Forever é tão bom que me vêm água nos olhos. Até o evito ouvir muito.

Therion têm o excelente Secret Of The Runes, que fala da árvore Yggdrasil e seus nove mundos. Pra mim transmite de forma brilhante a mitologia nórdica. Ouvir o álbum é uma viagem total. Não me entra na cabeça alguém que goste de mitologia não gostar disso. Agora, se vc é daquelas pessoas que não sabem apreciar coisas que não tratam de sentimentos, pode esquecer. Isso é uma "ouvida" cultural, e não cabe preconceito na hora de ouvir.

EDIT: Ops, errei na descrição do Gothic Kabbalah.

Reiterando: como costumo pensar, eles são o Da Vinci do Metal. Quem realmente gosta de obras de arte em forma de música, pode conferir, que, garanto, não vai se arrepender.
« Última edição: 13/04/2007, 03:35 por hauntedboy »

Desligado Witching

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« Resposta #7 em: 12/04/2007, 09:40 »
Existem dois albuns conceituais que amo de paixão:

1- Invisible Circles - After Forever - A história foi muito bem desenvolvida, e é um tema que não se tornou clichê na música.
2 - BE - Pain of Salvation - Estudo do ser humano. Prepotente? O senhor de tudo? O Deus?

Alias, os dois albuns do Epica são né?
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Witching »
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« Resposta #8 em: 12/04/2007, 10:58 »
O "Six Degrres Of Inner Turbulence", do Dream Theater, não chega a ser um álbum conceitual... mas a história que eles contam no CD 2, na música que dá título ao CD, é explêndida!

"The Wall" nem se fala... esse é, de longe, o pai de todos!
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Melia Kindler »


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Desligado Katherine

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« Resposta #9 em: 12/04/2007, 13:25 »
Citação
Alias, os dois albuns do Epica são né?



Não, são álbuns que têm conceitos, o que é diferente. No The Phantom Agony há três ou quatro músicas com o The Embrace that Smothers e no Consign to Oblivion temos o A New Age Dawns. Ambos são, na minha humilde opinião, um saco (embora algumas das músicas sejam muito boas).

Meu CD conceitual preferido - embora eu não conheça muitos - é o Frances the Mute, do Mars Volta.

Só pra explicar, Mars Volta é foda pacas.

O conceito é a coisa menos compreensível do mundo. São alguns personagens - Frances the Mute, Vismund Cygnus, Cassandra Geminni, Miranda, L\'via L\'Viaquez (filha de Miranda) e a Viúva Negra (que pode ser qualquer uma das mulheres da história ou mesmo uma quarta ou quinta, já que não se sabe o sexo de Frances). As letras não deixam nada claro e tu tem que pegar muito nas entrelinhas, nas suposições, no som inteiro - e até no encarte do CD eu e o namorado ficamos procurando idéias (comprei de presente pra ele e quero uma cópia pra mim XD).

Só pra frisar, é bem fodinha.

Mas continuando. Existem milhares de teorias nunca confirmadas pela internet unindo os personagens e tentando recriar a história. Eu e o namorado até tentamos tecer uma, mas é muito difícil e isso torna o CD ainda mais interessante, pela história e pela música.

Então, se não ficou claro, PAGO UM PAU.

O Mars Volta também tem outro conceitual, que só não falo mais porque não tenho completo, o De-Loused in the Comatorium. A história é mais "fácil" de se entender: é sobre um artista que entrou em coma e, ao acordar, cometeu suicídio. Se não me engano, é verídica (li algo sobre um filme feito com a mesma idéia). Nos Estados Unidos vem com um livrinho que explica a história, que baixamos pra tentar entender, mas só complica porque é cheio de termos médicos e tudo o mais. Também tem personagens que aparentemente são a "causa" do suicídio do cara. Sei lá, é foda, Omar é deus.

Ah, tem o Invisible Circles do After Forever também. Admiro o CD mais pela sonoridade que pelas letras e idéia em si, mas achei muito bem-feito e criativo (o que, para o After Forever, é muito impressionante), bem-trabalhado. Só acho alguns pontos da história forçados, tipo certos trechos de músicas e o fato de Digital Deceit existir, já que é, tipo, a música mais desnecessária num CD de todos os tempos.

Não tenho todo o Scarlet Walk, acho que só metade. Muitas músicas são as melhores coisas que a Tori Amos já inventou de fazer, o que já é alguma coisa a se considerar. Acho o conceito interessante e A Sorta Fairytale é puro amor.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Katherine »
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« Resposta #10 em: 12/04/2007, 15:12 »
Citação de: \"Katherine\"
Citação
Alias, os dois albuns do Epica são né?


Não, são álbuns que têm conceitos, o que é diferente. No The Phantom Agony há três ou quatro músicas com o The Embrace that Smothers e no Consign to Oblivion temos o A New Age Dawns. Ambos são, na minha humilde opinião, um saco (embora algumas das músicas sejam muito boas).

Ah, tem o Invisible Circles do After Forever também. Admiro o CD mais pela sonoridade que pelas letras e idéia em si, mas achei muito bem-feito e criativo (o que, para o After Forever, é muito impressionante), bem-trabalhado. Só acho alguns pontos da história forçados, tipo certos trechos de músicas e o fato de Digital Deceit existir, já que é, tipo, a música mais desnecessária num CD de todos os tempos.



Obrigado pela explicação.  :)

Sobre Digital Deceit para MIM ficou perfeita no album, na verdade eu não conseguiria tirar nenhuma, pois todas mostram de um modo explicito ou implicito o relacionamento dos pais e a filha, e Digital Deceit não foge a regra.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Witching »
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« Resposta #11 em: 12/04/2007, 15:18 »
Nossa, eu acho Digital Deceit uma puta musica, é realmente desnecessária se comparada ao resto, mas acho que ficou excelente. E a forma como eles retrataram o tema foi brilhante *-*

Come enter,here\'s my world
closed off from pain and cold
Come enter,come inside
A secret place of light
\'Cause in this world I\'m rid of you,you can\'t get
trough

So here I am,and I\'m beautiful
And all my friends would say the same
So here I am,and you cannot deny
That I am someone you\'d embrace
I am the queen,I\'m pure and loved,by everyone


Nossa, agora me deu vontade de ouvir essa musica :s
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Roland »
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« Resposta #12 em: 12/04/2007, 15:24 »
Citação
Sobre Digital Deceit para MIM ficou perfeita no album, na verdade eu não conseguiria tirar nenhuma, pois todas mostram de um modo explicito ou implicito o relacionamento dos pais e a filha, e Digital Deceit não foge a regra.



Nunca consegui ver diferença entre Digital Deceit e Through Square Eyes. Até o tema é igual, mudam apenas as palavras usadas. o_O
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Katherine »
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« Resposta #13 em: 12/04/2007, 16:09 »
Para mim Through Square Eyes fala de uma certa influência de mídias digitais, já a Digital Deceit é sobre a fuga do real para esse mundo digital. EU vejo diferença...
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Witching »
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« Resposta #14 em: 12/04/2007, 16:13 »
Acho idéias parecidas demais para estarem em músicas separadas. Me pareceu mais uma tentativa de ter um single.

Mas não viajemos tanto, After Forever tem tópico.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Katherine »
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