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Eles surgiram do nada. Venderam 14 milhões de discos e... desapareceram. Agora estão de volta e falam com exclusividade ao Fantástico, em Miami Beach, Estados Unidos.
Ela é Amy Lee, cantora do Evanescence. Olhos verdes, azulados, jeito alegre, pouco mais de 1,5 metro de altura. Vinte e quatro anos e muitas histórias complicadas para contar. Ela diz: “Já enfrentei toneladas de problemas. A vida é dura. É por isso que acredito no paraíso.Tem de existir algo melhor que isso aqui”.
Amy está brincando, mas nem tanto. Nos últimos anos, ela viu sua banda sair do caipira estado do Arkansas, nos Estados Unidos, e chegar ao estrelato absoluto – 14 milhões de discos vendidos. Essa foi a parte boa. Mas não foi só isso.
No auge do sucesso, em 2003, no meio de uma turnê pela Europa, o guitarrista Ben Moody, fundador do grupo, abandonou o Evanescence. Nos últimos tempos, ele tenta se reaproximar, mas Amy não quer nem saber.
“Ele nunca vai voltar para o grupo. A gente nem se fala mais. Um pouco antes de ele sair”, lembra Amy, “o clima ficou insuportável. Ben não estava feliz na banda, tinha problemas pessoais. Eu e ele vivemos melhor longe um do outro”.
Com a saída de Ben, Amy trouxe outro guitarrista, Terry Balsamo. Tudo resolvido? Em uma banda normal, talvez. Mas não no Evanescence. No fim do ano passado, aos 33 anos, Terry sofreu um derrame cerebral.
Ele conta: “Em um sábado, terminei de gravar as guitarras do disco novo. Na segunda, acordei com o lado esquerdo paralisado. Ainda bem que eu já tinha gravado tudo”.
Agora veja que explicação estranha ele dá para o derrame. “Foi de tanto eu balançar a cabeça e girar a cabeleira no palco. Uma artéria do pescoço rompeu e um coágulo foi parar no cérebro”, afirma ele.
No Brasil, os médicos acham essa história esquisita. “Não dá para imaginar que foi por uma movimentação de cabeça. Isso ocorre em acidentes violentíssimos e no movimento de chicote”, avalia o neurocirurgião Luiz Alcides Manreza.
Independentemente da causa real, o fato é que Terry, que aliás é grande fã do Sepultura, ainda tem problemas e faz fisioterapia. Amy confia na recuperação do parceiro: “A gente lança o disco novo em outubro e sai para excursionar na seqüência. O Terry vai ficar legal até lá”.
Terry pode estar legal, mas os problemas da banda continuam. O baixista Will Boyd, no mês passado, também foi embora. E mais: Amy entrou na Justiça contra o empresário, a quem acusa de assedio sexual e de usar o dinheiro dela, Amy, para comprar presentes para a amante.
“Nem gosto de falar nisso”, diz a cantora. “O caso está parado na Justiça e não sai da minha cabeça. Não vejo a hora que acabe”.
Enquanto a sentença não sai, Amy leva o Evanescence acima e avante. O som desse segundo disco está mais pesado, os arranjos ficaram mais complexos. Mas as letras... Se você esperava algo alegre, esqueça.
“É que eu ainda sou eu”, explica Amy Lee. Para milhões de fãs no mundo todo, Amy Lee continuar sendo Amy Lee é uma ótima notícia.
E notícia melhor ela tem para os fãs brasileiros. O Evanescense confirma que vai vir tocar no Brasil, provavelmente em março ou abril do ano que vem. A gente te espera, Amy Lee!
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